Governo do Distrito Federal
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1/10/19 às 10h27 - Atualizado em 1/10/19 às 10h30

2019-2060: Plano Estratégico prevê investimentos para capacitação de servidores do GDF

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Até 2022, Governo do Distrito Federal (GDF) pretende investir R$ 9,3 milhões em capacitação, cursos de liderança, pós-graduação e mestrado para mais de 86 mil que estão ativos

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) busca mais eficiência dos serviços públicos em duas frentes: aos olhos do público, nos investimentos em obras, aquisição de equipamentos e insumos; internamente, na qualificação de servidores ativos. Só para cursos de capacitação, pós-graduação e mestrado até 2022, o orçamento vai destinar R$ 9,3 milhões. O valor é quase o dobro do investido nos três últimos anos (2016-2018), quando R$ 4,9 milhões foram disponibilizados. 

 

“A profissionalização continuada dos servidores constitui uma estratégia importante para garantir uma melhor prestação de serviços aos cidadãos”, afirma o secretário executivo de Gestão Administrativa, Juliano Pasqual. Segundo ele, a superação da crise econômica impõe a revisão do modelo de gestão de pessoas. “As demandas da população estão postas em várias áreas – e um dos desafios é capacitar a força de trabalho que temos para lidar com essas demandas”, explica. 

 

Reforçar a equipe de servidores efetivos também está nos planos de governo. Em 2019, foram nomeados 3.205 profissionais em diversas áreas, como educação, saúde e segurança pública. Para 2020, o número deve aumentar bastante. “A previsão constante da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) é de nomeação de cerca de 5.000 novos servidores”, contabiliza Pasqual.

 

O secretário ainda destaca que novos concursos públicos poderão acontecer em função dos impactos da reforma da previdência, que pode ser aprovada ainda neste ano. “Os efeitos no processo de aposentadoria de servidores, que já preenchem os requisitos, exigirão estudos sobre a necessidade de reposição da força de trabalho”, afirma.

 

Formação do servidores


De olho no perfil dos 86.003 servidores ativos, em que apenas 45,29% possuem curso superior, o governo criou a Escola Superior de Gestão (ESG). Neste semestre, as atividades começaram por lá com 33 servidores efetivos no curso de Tecnologia em Gestão Pública. 

 

“Esse é um primeiro curso, mas até 2023, queremos ampliar a oferta para graduação em Recursos Humanos, Gestão de Processos, Gestão de Marketing, Gestão de Material e Patrimônio e Gestão de Tecnologia da Informação”, enumera Juliano Pasqual. 

 

Considerando os dados do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH), o gestor também destaca os planos para ampliar a qualificação de servidores em níveis mais profundos. “O nosso orçamento também vai contemplar a formação em especialização e mestrado, cujos índices atuais atingem 19,07% e 1,66% do total de servidores”, reforça.

 

Para a capacitação


Outra boa parte dos investimentos será destinada à Escola de Governo (Egov), para a oferta de cursos de capacitação – como de atendimento ao público, licitações, capacitação para linguagem em libras, contratos etc. 

 

Servidor da Fundação Hemocentro de Brasília, Fabiano Cruz sabe o quanto a reciclagem nos estudos impacta no dia a dia profissional. Ele já fez mais de dez cursos de capacitação na Escola de Governo (Egov), entre ensino presencial e a distância (EAD). “Faço resumos dos conteúdos aprendidos, sinopses para aplicar no meu trabalho, inclusive técnicas de gestão emocional para lidar com o público”, destaca. 

 

Fabiano lembra ainda que nesse ano, a Egov ampliou a oferta de cursos on-line. “Muitos servidores têm dificuldade de sair do institucional e o EAD proporciona contato com um material enxuto, didático e objetivo”, avalia Fabiano.

 

 “Foi uma grande sacada deste governo investir nessa metodologia de utilizar a internet. Muitos dos cursos oferecidos são voltados às dificuldades no ambiente de trabalho”, elogia. 

 

Ampliar a utilização da plataforma digital no dia a dia dos servidores também é um objetivo do governo nos próximos anos. “Tanto a manutenção dos servidores atuais como as novas contratações devem considerar a transformação digital decorrente da evolução tecnológica”, afirma o secretário-executivo de Gestão Administrativa, Juliano Pasqual. 

 

Para ele, a eficiência na prestação dos serviços ao público está diretamente relacionada à evolução dos serviços digitais. “Quando se disponibiliza o acesso a um determinado serviço digital o resultado para o cidadão é imediato: rapidez, segurança, economia de tempo, deslocamento”, afirma.

 

Gestão e estratégia

Essas ações fazem parte do Eixo Gestão Estratégica, do Plano Estratégico do DF (2019-2060), que tem como meta aumentar a produtividade e qualificação da força de trabalho. Considerando que a prestação de melhores serviços é uma demanda social constante, é necessário que se tenha servidores e colaboradores aptos a responder aos anseios da sociedade. Além disso, é preciso garantir que a força de trabalho esteja dimensionada e nos lugares certos.

 

Os resultados previstos são:

 

Reestruturar todas as carreiras atuais

Propor as diretrizes gerais para implementação do Dimensionamento da Força de
Trabalho nas administrações regionais do GDF

Promover a implementação da Política de capacitação por competências
nas administrações regionais do GDF nos termos do Decreto nº 39.468/2018

Implementar o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas/Sigepe-DF
em 100% dos órgãos nos termos do Decreto nº 39.588/2018

Implementar a Escola Superior de Gestão

Promover a implementação de políticas e programas de qualidade de vida
no trabalho em 15 órgãos do GDF nos termos do Decreto nº 39.587/2018

Elaboração de norma para o dimensionamento da força de trabalho

Implementação do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas/Sigepe-DF

Inauguração da Escola Superior de Gestão

Proposição de projeto de implementação de políticas e programas
de qualidade de vida no trabalho nos 15 órgãos do GDF

 

 

Fonte: Agência Brasília